Os gregos sempre foram conhecidos por suas vastas barbas. Praticamente todos os grandes pensadores, artistas e líderes gregos cultivavam longos pêlos faciais. A prática, porém, começou a cair em desuso com a invasão da Grécia pelos macedônios. Com o argumento de que eles podiam ser agarrados pelo rosto, o general Alexandre, o Grande determinou que todos os seus soldados raspassem a barba.
A conhecida (e ultrapassada) navalha em “T” foi inventada pelos irmãos norte-americanos Kampfe. Já a Gillete foi criado pelo também norte-americano King Camp Gillette.
A barba caiu em desuso na primeira década do século XX. O mesmo ocorreu com os bigodes fartos anos depois. O rosto liso virou sinônimo de higiene e beleza. Mas a partír dos anos 1960, a barba voltou a ser largamente utilizada nos países ocidentais graças ao movimento hippie e à cultura gay.
A barba foi por várias vezes associada a grupos religiosos, filosóficos e políticos – inclusive movimentos sociais. Durante a ditadura militar brasileira, ela foi símbolo da esquerda comunista e do movimento sindical. Nos anos 1960, foi diretamente ligada ao movimento hippie. Hoje, ela é comumente associada a grupos terroristas e extremistas islâmicos.
Homens de barba ou cavanhaque/bigode são normalmente chamados na cultura gay de ursos ou “bears”. O bear típico é “gordinho”, peludo e ao menos usa bigode. Existem diversas associações, clubes, casas noturnas e sites voltados para o público “ursino”. Interessante é que não existe apenas um, mas vários tipos de ursos: cubs (“filhotes”, ou ursos jovens), lontras (ursos magros), chubbies (ursos gordos), “polar bears” (grisalhos) etc. A saudação ursina é “woof”.
O maior bigode é do indiano Kalyan Ramju Sain, com 3,39 metros. Sain não apara o bigode desde 1976.
No antigo Egito, a barba servia para designar status social. A nobreza era quem normalmente usava barba que, por sua vez, era vetada aos sacerdotes.

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