A escravidão foi aceita e praticada por quase todas as civilizações antigas: babilônios, hindus, sumérios, assírios, caldeus, egípcios, hebreus, cretenses, fenícios, gregos, romanos.
Na antiga Esparta, os escravos (os chamados hilotas) eram propriedade do Estado. Podemos dizer que o Estado concedia o “direito de uso” dos escravos a seus cidadãos. Os espartanos eram proibidos de comprar, vender ou trocar escravos. Ainda existem 25 milhões de escravos no mundo todo.
Tal como em Atenas, os escravos romanos desempenhavam as mais variadas funções. Eles eram, em geral, propriedade dos patrícios (a aristocracia romana, que detinha a propriedade da maior parte da terras). Com o tempo, as relações entre senhor e escravo sofreram diversas alterações. O Estado passou a exigir que os senhores alimentassem e vestissem bem seus escravos, proibiu os castigos corporais severos e decretou que um senhor podia dar parte de suas terras a um escravo ou libertá-lo sem nenhuma indenização.
Uma das maiores revoltas de escravos da história aconteceu por volta de 73. a. C. em Roma, liderada pelo trácio Spartacus. A rebelião moveu quase 100 mil escravos e deu muito trabalho para as forças romanas. Os revoltosos, no entanto, foram derrotados e muitos deles crucificados ao longo da Via Ápia. A história do escravo rebelde Spartacus rendeu inúmeros livros, séries e filmes. Em um deles, Spartacus é interpretado pelo ator norte-americano Kirk Douglas.
A mão-de-obra negra foi usada pela primeira vez nas antigas lavouras do continente americano, correto? Não, a escravidão negra é tão antiga quanto a própria África. Muitas tribos rivais vendiam os prisioneiros de guerra para árabes e europeus. Há relatos do uso de mão-de-obra africana no Império Romano.
A escravidão criou de tal forma raízes na sociedade brasileira que, após conseguir a alforria, muitos ex-escravos adquiriam escravos. Em 1830, 43% das residências de negros livres da cidade de Sabará tinham os seus próprios escravos.
Os escravos trabalhavam exaustivamente, em rotinas de 12, 14 e até 16 horas por dia. Entre os instrumentos usados para mantê-los obedientes e castigar os faltosos, estavam as algemas, as correntes (do tipo gargalheira, golilha e gonilha) e o tronco, entre outros.
O primeiro país a abolir a escravidão foi a Dinamarca em 1792. O último, foi a Mauritânia em 1980.

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