sábado, 24 de maio de 2014

Coisas que não são faladas sobre as múmias

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Afinal, o que é uma múmia? É um corpo cujos órgãos e pele são preservados através de modo intencional ou natural. As múmias são preservadas através de processos químicos.

No processo de mumificação, os egípcios extraíam os órgãos internos do cadáver através de um corte do lado esquerdo do abdômen para tratá-los separadamente. Os órgãos era guardados em jarros. O cérebro era extraído através das narinas. Detalhe: apenas pulmões, intestinos, estômago e fígado eram conservados; o resto era jogado no rio Nilo.

O morto era enfaixado com linho. À medida que o enfaixavam, os embalsamadores colacavam os seguintes amuletos junto do corpo: o ankh (que ajudava o morto a superar obstáculos no além), o Nó de Ísis (que pedia segurança para a deusa Ísis), o escaravelho (que impedia que o coração se separe do corpo) e o Olho de Wadjet (que garantia proteção e apoio para a cabeça).

Os embalsamadores egípcios eram criteriosos e cuidadosos com seu trabalho e… Para falar a verdade, eles eram mais ou menos cuidadosos. Prova disso são os remendos mal feitos e as ferramentas encontrados dentro de algumas múmias. Acredite se quiser, mas os arqueólogos chegaram a encontrar ratos dentro de múmias.

A quantidade de múmias de animais encontradas no Egito é tão grande que, no século XIX, um carregamento com 180.000 múmias de gatos foi transportado para a Inglaterra para servir de fertilizante. Além de gatos, mumificava-se cães, babuínos, gazelas, touros, leões, crocodilos.

É verdade que apenas os nobres e sacerdotes eram mumificados no Egito? Não, os mortos plebeus – diga-se, “o povão” – também passavam pelo processo de embalsamento. Em 1994, arqueólogos da Inspetoria de Antiguidades do Egito descobriram, no oásis de Kharga, uma necrópole com mais de 450 múmias de cidadãos comuns.

Você sabia que os chinchorros, um povo que viveu entre os atuais Chile e Peru, mumificavam seus mortos 2.500 anos antes dos egípcios? Eles removiam a pele, os órgãos internos e até a carne dos mortos antes de mumificá-los. Os corpos eram estofados com junco seco e outros materiais, e a pele recolocada na múmia. No rosto, colocava-se uma máscara.

Durante muito tempo, o Vaticano considerou a preservação de corpos de santos milagrosa. Mas análises minuciosas das múmias permitiram desvendar por que elas ainda estão bem preservadas. No caso de Santa Margarida de Cortona, a múmia foi preservada por processos artificiais. Já no de Santa Zita, foi por processos naturais como baixa umidade do ar. Outros santos cujas múmias estão bem preservadas: Santa Rita de Cássia e São Ubaldo de Gubbio.

As catacumbas de Palermo, na Itália, guardam as múmias de 8.000 pessoas, quase todas de frades cappuccinos. Preservadas naturalmente (talvez pela baixa umidade do ar), as múmias foram expostas ao público como relíquia. A mais conhecida (e mais incrível) é a da menina Rosália Lombardo, morta em 1920. A pedido dos pais, o corpo de Rosália (foto acima) foi preservado por métodos artificiais e mantém-se intacto até hoje.

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