CORVO-DA-NOVA-CALEDÔNIA
O corvo-da-nova-caledônia é um membro da família Corvidae, que inclui corvos, gaios e gralhas. Os corvídeos são considerados as espécies de aves mais inteligentes, e suas habilidades com ferramentas rivalizam ou superam as dos grandes macacos. Também, suas habilidades para resolver quebra-cabeças estão no nível de uma criança de 5 anos de idade.
Corvos são os únicos não primatas que completam o teste “pau e tubo” de forma consistente. Nesse teste, um pedaço de comida é colocado na metade de um tubo transparente. Uma vara longa é colocada nas proximidades. Para conseguir a comida, o animal tem que usar a vara para puxar a comida para fora do tubo. Corvos concluem esta tarefa fácil e espontaneamente, sem ter que ver outro corvo fazendo-a primeiro, e até mesmo sem nunca ter visto um tubo transparente antes.
O corvo-da-nova-caledônia é também a única espécie não humana que inventa novas ferramentas, modificando ferramentas existentes. Ele também compartilha suas novas criações com outros corvos em seu grupo social.
LAGARTO-MONITOR
Muitos lagartos não são inteligentes, mas o lagarto-monitor é (lagartos da família Varanus). Estudos têm mostrado que eles podem “contar” até seis: em um experimento, eles receberam uma sequência de caracóis – quatro no início, depois até seis, para condicioná-los a esperar esse número. Depois de terem comido todos os quatro caracóis, eles eram levados a outro lugar com mais quatro. Quando recebiam apenas três, os lagartos condicionados esperavam pelo quarto caracol e continuavam a procurá-lo mesmo com o lugar com caracóis bônus acessível.
Lagartos também são conhecidos por trabalhar em conjunto para garantir a alimentação: um atrai uma crocodilo fêmea para longe do seu ninho, enquanto outros mastigam seus ovos. O lagarto que foi a distração, então, volta para o ninho para comer alguns ovos também.
RATOS
Os ratos não são clássicas cobaias e animais de laboratório apenas porque são comuns: eles são geralmente escolhidos porque suas estruturas sociais são semelhantes às dos seres humanos em muitas maneiras. Uma vez que o nosso entendimento de “inteligência” se liga fortemente a nossa própria inteligência, temos a tendência de classificar os animais como inteligentes quando eles se comportam como nós.
Os ratos são capazes de contar. Em um experimento, ratos tiveram que aprender que a comida estava na quarta de uma linha de caixas. Depois de aprender isso, não importa quantas caixas foram colocadas, seu tamanho, cor ou forma, os ratos foram capazes de escolher a quarta e pegar a comida. Outro estudo testou suas habilidades numéricas como temporizadores: a maioria dos animais não pode medir intervalos de tempo, mas os ratos, quando condicionados a pressionar um botão para obter alimentos a cada 15 segundos, conseguiram contar o tempo com precisão em suas cabeças.
MORCEGO-VAMPIRO
O morcego-vampiro pode não parecer um bom trabalhador em equipe, mas é – demonstra inclusive certa inteligência social avançada. É do interesse de um animal pequeno como o morcego manter uma comunidade saudável para ajudarem uns aos outros.
O morcego-vampiro, em especial, é capaz de altruísmo recíproco – basicamente, fazer favores. Uma pesquisa de Gerald Wilkinson mostrou que esses morcegos compartilham comida (= regurgitam sangue) com outros que estão com fome, independentemente de parentesco.
Na verdade, eles até parecem acompanhar e se lembrar de quem compartilhou comida com eles no passado, sendo muito mais propensos a retribuir o favor para aqueles que foram generosos com eles em uma ocasião anterior.
ABELHA
A abelha tem um dos mais complexos sistemas sociais entre os animais, e tem sido estudada mais do que a maioria dos invertebrados, mas muito sobre sua inteligência ainda é desconhecido.
O elemento mais controverso sobre o comportamento da abelha é sua “dança”. Ao retornar para a colmeia depois de encontrar uma fonte de alimento, as abelhas executam uma dança elaborada, antes de coletar outros insetos para ir com ela recuperar o resto da comida. Dr. Karl von Frisch, trabalhando com Konrad Lorenz e Niko Tinbergen, ganhou o Prêmio Nobel de Medicina em 1973 por suas descobertas sobre essa “dança”. Eles sugerem que ela é uma mensagem codificada para dizer a outras abelhas exatamente onde e quão longe está uma fonte de alimento, com base no ângulo, velocidade e hora do dia da dança.
Alguns pesquisadores, no entanto, insistem que a dança é só para atrair a atenção, e que uma “nuvem de odor” é que é a comunicação real, ou seja, as abelhas podem apenas seguir o cheiro do alimento até sua fonte.
Além de suas habilidades de comunicação, as abelhas são possivelmente capazes de formar mapas cognitivos (para que possam reconhecer pontos de referência e encontrar o caminho para uma fonte de alimento, mesmo que seja um lugar em que nunca estiveram). Também podem completar tarefas de discriminação de cor.

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